O Magnetismo da Coragem e a Revolução do Simples
Há uma luz que não se ensina nas academias de televisão nem se treina nos relvados de elite. É uma espécie de magnetismo espontâneo, uma eletricidade que, nas palavras de quem o recebeu, “ilumina o estúdio em dez segundos”. Cândido Costa, o homem que Portugal reaprendeu a amar através do ecrã, sentou-se no Pergunta Simples para uma conversa que foi muito além das peripécias de balneário. Foi uma lição sobre a dignidade de ser, sem filtros, rigorosamente humano.
A Coragem como Força Motriz
Para Cândido, a comunicação não é uma técnica, é um ato de bravura. O antigo futebolista confessa que a sua grande força motriz é, acima de tudo, a coragem. Não a coragem do herói invencível, mas a coragem de se expor à vulnerabilidade. “Eu não tenho medo de me ridicularizar”, afirma com a convicção de quem já fez as pazes com o erro. Para ele, o pânico de ser gozado ou de tropeçar nas palavras não existe. Ele prefere rir-se de si próprio e juntar-se à gargalhada geral.
Essa autenticidade é o que torna o seu storytelling tão hipnótico. Cândido não conta apenas histórias; ele transporta-nos para dentro delas através de um ritmo intuitivo e de pausas que ele próprio não sabe explicar, mas que domina como poucos.
O Balneário: Onde a Família se Forja
A conversa mergulhou nas memórias do futebol, mas sob um prisma diferente. Para Cândido, o balneário nunca foi apenas um vestiário; foi um ecossistema de emoções extremas, quase “hollywoodesco”. Descreve-o como uma batalha onde se apela aos filhos, à família e ao orgulho.
É neste ambiente que ele defende o “direito à diferença”. Para o convidado, o segredo do sucesso de uma equipa reside em fomentar um espírito de pertença que transcende o relvado. Quando um colega cai, não cai apenas um defesa-direito; cai o pai do Tiago ou o marido da Laura. É esta humanização do colega que transforma um grupo de trabalho numa família.
A Revolução do “Liderado Feliz”
Talvez o momento mais profundo da crónica tenha sido a reflexão sobre a hierarquia. Num mundo obsessivo pela liderança, Cândido traz uma visão disruptiva: o valor de ser um “extraordinário liderado”. Inspirado pelo seu pai — um homem que nunca foi patrão, mas que cumpria cada missão com uma felicidade contagiante — Cândido questiona por que razão não se valoriza quem inspira os outros através da execução e da lealdade.
“Missão dada, missão cumprida. Ele era um liderado muito feliz”.
Do Task Master ao Legado do “Candidão”
A conversa não ignorou o fenómeno mediático. Cândido recorda como o Task Master o devolveu a uma gargalhada pura, quase infantil, que já não sentia há muito tempo. Revela a relação de “tensão” amigável com Nuno Markl, onde o humor nasce da imprevisibilidade e do respeito mútuo.
Mas é no projeto “Candidão no Tour” que o seu coração bate mais forte. É o seu maior património, uma ode ao associativismo e ao futebol de base. Hoje, Cândido sente que ganhou uma responsabilidade: a de ter energia para continuar a provocar “emoções boas” nas pessoas. Mesmo quando o cansaço aperta, ele engole-o, porque sabe que há quem conte com a sua luz para se sentir motivado.
Cândido Costa saiu do estúdio como entrou: com o brilho nos olhos de quem sabe que a vida é curta demais para não ser vivida com coragem e generosidade.
Esta transcrição foi gerada automaticamente. A sua exatidão pode variar.
0:00
A Coragem de Ser Vulnerável e o Magnetismo de Cândido Costa
A primeira de todas parece me que ainda é hoje a força motriz para eu andar para a frente é coragem.
Eu tenho coragem para me expor, não tenho medo de me ridicularizar.
Portanto, eu não, não, não, não morro de pânico, de de acordar um dia e estar pessoas a gozar porque eu disse uma palavra pronuncia mal ou ou porque estou acima do peso ou porque tropecei.
0:19
Portanto, eu não tenho muito medo disso.
Eu ri me de mim própria, eu, eu junto, me a eles.
0:36
Pessoa 2
Há pessoas que carregam consigo uma luz que não se explica por decreto, apenas se sente no instante de imediato em que cruzam o limiar de uma porta.
Cândido Costa é um desses raros exemplares da fauna humana que parece ter decifrado o código da Alegria.
0:53
Sem abdicar da gravidade da vida, conhecemo lo dos relvados da adrenalina das 4 linhas do futebol.
Mas o homem que se senta hoje no pergunta simples é muito mais do que um ex futebolista, é um arqueólogo das memórias quotidianas, um filósofo do balneário que encontrou na palavra a sua mais fiel chuteira.
1:13
A sua força motriz confessa, nos é a coragem, não a coragem épica dos heróis da tragédia grega.
Mas uma coragem muito mais Moderna e escassa, a coragem de se expor, de se ridicularizar, de tropeçar nas palavras e rir do próprio tombo.
1:28
Quem dito não teme o julgamento alheio porque já fez as pazes com as suas próprias imperfeições.
E ele traz nos a herança dos domingos de sol, da mourisca, o sítio onde nasceu e as lições silenciosas.
De um pai que lhe ensinou a dignidade de ser um bom liderado.
1:44
De ser um liderado feliz.
Numa época em que toda a gente nos empurra para uma liderança estéril e ruidosa, Cândido fala nos da beleza de quem cumpre a missão, de quem agrega e de quem, acima de tudo, sabe ouvir, entre.
Cremes de 400 EUR que nunca deveria ter comprado e a nostalgia vibrante de quem ama o que faz.
2:04
Descobrimos um homem magnético.
Um homem que, ao contrário do que a televisão projeta, é ainda mais denso e inteligente quando as luzes se apagam e as conversas se tornam apenas simples.
Senhores e senhores, com o brilho nos olhos dele e meu, de quem ainda se deixa encantar pelo mundo, apresento vos não sei se é preciso apresentar.
2:26
Cândido Costa.
2:30
Como Cândido Costa Descobriu a Arte de Contar Histórias
Vamos lá, Jorge.
2:31
Pessoa 2
Viva Cândido Costa.
Olha, posso apresentar te como comunicador, contador de histórias, ex futebolista.
E eu diria assim, bom, onde é que estava este Cândido Costa?
Quando é que tu te descobriste como contador de histórias?
2:46
Pessoa 1
Olá Jorge, obrigado pela pelo convite para estar aqui.
Sei que por este espaço tem passado aqui pessoas que eu, que eu considero muito e que gosto muito e que tem sido também importantes para mim nesta nesta reunião nova vida e portanto, estou muito.
Sei que sei que tu querias muito que eu estivesse aqui e eu valorizo isso.
3:02
Nós temos que estar nos sítios onde nos valorizam.
3:04
Pessoa 2
E cria muito.
E tu?
E tu tens uma vida completamente louca.
Agora um.
3:07
Pessoa 1
Bocadinho, SIM, 1 bocadinho, mas tudo se consegue e.
3:09
Pessoa 2
Vejo te a fazer várias coisas na televisão, vejo te a fazer publicidade, vejo te a fazer programas, vejo te a fazer comentário, obviamente vejo te no tasco markers, o tasco markers, que é 11 coisa extraordinária quando é que tu te descobres que.
O jovem Cândido consegue contar uma história e que primeiro atrai atenção e depois que aquilo funciona.
3:28
Pessoa 1
Ó Jorge, eu.
A história conta, se olhando, um bocadinho para aquilo que foi a minha vida.
Obviamente que há algumas qualidades que eu que eu me lembro de ter desde a tenra idade.
Portanto, a primeira de todas parece me que ainda é hoje a força motriz para eu andar para a frente.
3:43
É coragem, portanto, eu tenho coragem para me expor.
3:47
Pessoa 2
Tu não tens medo?
3:48
Pessoa 1
Não tenho medo de me ridicularizar, portanto, eu não, não, não, não morro de pânico, de de acordar um dia e estar pessoas a usar me porque eu disse uma palavra pronuncia mal ou ou porque estou acima do peso ou porque tropecei.
Portanto, eu não tenho muito medo disso.
Eu ri me de mim própria, eu, eu junto, me a eles, portanto, e isso ajuda, portanto, essa coragem de de.
4:09
De comunicar, portanto, mais do que um bom comunicador, eu olho me para alguém que no momento da decisão é pá.
Ah, vou, vou.
Sei que não tem mal nenhum.
4:19
Pessoa 2
Vamos embora?
Não me vou arrepender, vou experimentar.
4:21
Pessoa 1
Sim, portanto, desde a tenra idade que me lembro disso, lembro me que era o miúdo, pá.
Quem é que quer fazer de sei lá, aqueles saraus que se fazia de final de ano nos pavilhões, aquelas festas de fim de ano?
Ou ou seja, por exemplo, o jogador ainda na formação.
Que está lá o míser e está lá o presidente.
4:38
E de repente o contexto está difícil e alguém levanta a mão.
Inevitavelmente era, eu posso percebes.
Foi sempre alguém que tive uma vontade.
4:45
Pessoa 2
O gelo.
4:46
Pessoa 1
Para quebrar o gelo ou porque também porque também sinto esse assim, porque esse instinto de de de participar, portanto, e isso apercebi me cedo, apercebi me que gostava de comunicar, apercebi me que gostava de de dar a minha opinião, portanto, que não tinha e conseguia, mais ou menos, dentro das minhas limitações, articular um bom bom raciocínio, portanto.
5:05
O Ritmo e o Humor na Arte de Contar Histórias
E comecei, portanto, AAA notar que tinha isso.
Em relação às histórias, eu normalmente tento replicar o que me faz rir.
Portanto, EE uma pessoa, por exemplo, que eu sempre achei imensa piada.
5:21
A forma como conta as histórias e o suspense que deixa e porque tudo faz parte disso, não é tudo.
Faz parte do do do objetivo final, que é a pessoa dar uma boa gargalhada.
Eu Acredito muito no inesperado.
EEE, portanto, o meu pai e o meu avô na nos natais.
5:39
E isso contavam histórias da vida deles de uma maneira que eu, que me ria muito, não era só a vontade de me rir, porque são meus familiares, que é que eu fazia me mesmo rir.
Seja porque o meu pai começava a contar as histórias ou estávamos aqui a falar na em off dos tempos dele de vendedor, portanto, do dia a dia.
Portanto, eu achava muito mais piada a essas coisas do dia a dia contadas.
5:57
Por alguém que me conseguia transportar para esse momento e que eu me identificava com, olha, então eu já passei por isso, ó, parece que estou te a parece que estou a ver isso.
6:04
Pessoa 2
Mas é uma peripécia, é tu conseguires transportar as pessoas para os ambientes que tu viveste.
6:10
Pessoa 1
Eu tento, eu tento.
Por exemplo, OOO que mudou um bocadinho a minha vida não é o que me trouxe um bocadinho para para o mundo pronto para este mundo.
Agora, uma imagem de entretenimento foi, de facto o sagrado balneário.
Eu não contei nenhuma anedota no sagrado balneário, eu contei as histórias que que eu vivenciei e.
6:27
Contei as da forma que me fez rir.
6:30
Pessoa 2
Como é que se conta uma boa história?
Porque eu eu lembro me desse sagrado quando eu te descubro enquanto personalidade mediática, tu estás com o Tony e com.
6:39
Pessoa 1
O.
6:40
Pessoa 2
EEEEE, tu estás a contar a história, mas tu levantas te.
Tu tens uma noção de timing, que é uma noção.
6:48
Pessoa 1
Jorge, isso, isso, isso.
Eu já, já várias pessoas disseram isso da minha, da minha capacidade dos tempos.
Não sei quê.
Sinceramente, nem sei o que é que isso significa.
6:55
Pessoa 2
É intuitivo.
6:56
Pessoa 1
Sim.
6:57
Pessoa 2
Aparece então respiras e aparece.
6:58
Pessoa 1
É um bocado eu.
Eu, por exemplo, essas histórias que eu contei ao final do dia.
A história, por exemplo, do creme ou do do pneu, ou eu a replicar o que, o que coisas do Jorge Jesus.
Portanto, ficou muito marcado o programa para a história de Jorge Jesus.
E eu conto as da forma que eu as vi.
7:15
O que me fez rir, a pausa, por exemplo, a questão de do fifty sent, quando diz what the fuck?
E ele pá, foi assim, foi isso que me fez rir muito.
Não sei se, por exemplo, a história do creme é uma história corriqueira, quer dizer, nós vamos a qualquer lado e pensamos que é um, pensamos que é um preço e é outro, isso é o é que isso é a minha opinião, é o que faz a história ter a capacidade de identificação.
7:36
Toda a gente já já passou por isso, seja num contexto de um creme custa, não sei quanto dinheiro seja no nosso dia a dia.
Pegamos uma tshirt EE pensamos que é 10.
E chegamos à caixa EE são 22.
7:46
Pessoa 2
E temos vergonha de e nós temos aquele momento.
7:48
Pessoa 1
De percebes, mas a forma como eu contei foi como eu a vivi, tipo o que eu senti estar naquele contexto.
Eu tentei contar da mesma forma a questão de eu estar a tentar ver os preços.
Portanto, EE novamente eu quanto essas coisas da forma como eu a vivi e o que é que despoletou em mim?
8:07
E o riso.
Eu gosto muito do humor, aquele humor do.
Que a professora disse, olha, se se apanha outra vez a rir, vais lá para fora.
A partir daí, eu adoro esse humor, que é o tipo, já não se pode rir percebes, mas está lá aquela energia vibrante que do riso, isto.
8:24
Pessoa 2
Está a fervilhar.
8:25
Pessoa 1
Está a fervilhar, então adoro.
Adoro tentar conseguir isso.
8:29
Pessoa 2
Olha, mas o que é que o curioso na maneira como tu contas histórias é que tu podendo contar a mesma história 10 vezes, ao contrário dos humoristas.
E eu apanho me sempre a rir da da coisa que tu estás a contar.
Portanto, mesmo sabendo o fim da história, quando eu digo assim, olha, ele vai contar a história do homem do marisco a trocar o pneu.
8:50
Eu, eu já sei como é que a história acaba, mas apesar de tudo, eu fico lá preso.
Eu, eu quero ver, quero ver como é que tu vais contar a história.
Interessa me perguntar que é e é um talento que para mim é que é extraordinário, que é que é conseguir reciclar essas histórias que é.
9:05
Até que ponto é que a história tem que ser fiel à verdade dos factos, ou tem que ser verdade, ou tem que ou tem que ser verdadeira, em função do ritmo e da maneira como tu a viveste, isto é, qual é a parte subjetiva que tu carregas nesta história?
9:21
E qual é o teu compromisso com a verdade absoluta dos factos?
9:25
Pessoa 1
Novamente, a mim, o que me guia eu não sou muito verdade absoluta ou de de opiniões de Estanque.
A mim, eu tento contar a história da.
Explicando porque é que me fez rir?
Porque é que me fez rir?
EE, as pausas são fundamentais.
9:43
Por exemplo, já que estamos a falar disso, é o ritmo, tem os tempos.
9:46
Pessoa 2
O ritmo, o ritmo é importante.
9:47
Pessoa 1
Pronto, obviamente, obviamente que há que há.
Por exemplo, há uma.
9:50
A Anedota do Creme de 400€ e o Poder da Identificação
Há a história do creme novamente, porque é uma referência.
Acho que as pessoas.
9:54
Pessoa 2
Para quem não conhece a história do creme, podemos contá lo a 10 segundos.
9:58
Pessoa 1
Uma história do creme que o Costa tinha uma vez emprestou me um creme no balneário para eu pôr na cara, portanto, que eu fazia a barba um bocado, como fiz sempre.
Portanto, o meu pai me ensinou, eu fiz grande parte da minha vida.
A minha infância passou se entre a mourisca e a e o parque campismo, portanto, entre somos da madeira e o parque campismo, e muitas vezes no campismo fazíamos barba com baldezito, aquelas giletes de uso, de uso de uma vez apenas da da bic passa a publicidade, aquelas sacas que vêm muitas, e, portanto, o meu pai enchia a cara com pelo branco a espuma e depois passava aquilo com muita, com muita velocidade, e depois era aquela fita cheio, quanto mais ardesse melhor e de uma forma muito violenta,
10:32
portanto, e o costinha viu me a fazer isso.
Pá isto, estavas estupefacto a olhar para aquilo tinha chegado o mónico e via me assim todo tudo cortado com aquilo que eu tinha muitas espinhas, não é?
E ele chegou ao pé de mim e deu o meu dedo, pá, que é isso estás a pôr na cara, meu tiro, é isso, estava com com a coisa da nivea, não é aquilo lá está cheio da nivea e ele pá, que é isso que ele Lixa, me depreciou um bocado a meu a forma como eu estava a fazer a barba e disse é pá, vou dar aqui um creme para pôr na cara a qualidade e deu me um creme que de facto é pá ao longo do meu dia, isto resumidamente, recebi os os mais rasgados de elogios a minha, a minha antiga esposa quando eu cheguei a
11:00
casa.
Que cheiras bem que tu puseste na cara, pronto, eu oi sinais altamente positivos sobre sobre aquele creme pedi mais uma vez ou 2 até que ele começou a dizer, ó pá, atenção que isto, isto pá.
Tens que investir, tens que gastar um dinheirinho um dia fui às compras, levou me pronto, enfim, eu fui a uma loja, vi lá o creme, pedi para pagar, pedi o creme todo confiante, pá e o creme era 400 e tal euro, mas quase 75 EUR.
11:22
Pessoa 2
Portanto, era bom, mas claramente 11 absurdo.
11:24
Pessoa 1
Para.
11:25
Pessoa 2
Para outro rendimento.
11:26
Pessoa 1
Também sabia que havia cremes desses no mundo pronto, mas lá nessa história?
Dizia estavas me a dizer, ó pá, é legítimo ou tu puseste lhe eu precisava de eu pego de contar esta história, precisava de contar OGT 3 não precisava que foi no GT 3 dele não, mas isso e tudo eu contei o que estava a sentir pá no GT 3 a ir às compras que gosto tinha meu hã no miúdo de Souza da madeira aumentaste aumentaste aquela aquela aumentei EE potenciei, portanto, fui ao limite de dizer o que eu o que eu senti o jovem Kant pá estão no GT 3 na circunvalação a ir a uma loja.
11:58
Fazer compras com o costinha não é Capitão do Mónaco.
12:01
Pessoa 2
Cheio de de de ti, não é?
12:02
Pessoa 1
Isso faz muito parte de eu tentar colocar a pessoa pá, olha o miúdo que pensa que ganha como o costinha pensa que tem mesmo moral que ele a ir para uma loja daquelas e leva com aquela ripada nas costas, não é que não estava à espera.
Imagino o que ele deve ter se sentido armado ali em bolo, depois a chegada, Ah, querido Costa, as miúdas a cumprimentar me, tudo bem, seja bem-vindo.
12:21
Tudo isso me levou para eu não poder dizer que não ao creme e a pessoa de luz que se ria muito porque compreende isso.
Ó pá, Ah, cheguei lá a abrir uma champanhe.
Isso eu, eu, eu tento colocar a pessoa pá.
Imagina o que ele passou?
12:37
Pessoa 2
Como?
12:38
Pessoa 1
É que ele IA dizer pá não, afinal não que era o creme no fundo, estava condenado.
É um bocado isso que eu que eu tento foi isso que eu senti.
Eu lembro me que depois cheguei ao meu carro, quando ele me deixou no meu carro, eu era o homem mais triste do mundo a ir embora.
Pá.
Como é que eu meti nisto?
E, portanto, é essa sensação que eu acho despleta depois as pessoas se rirem, se terem rido muito com essa, com essa história.
12:58
EE, como tal, a da forma.
Por isso é que eu também tenho um bocado de receio de ir, de de de ter a responsabilidade de fazer alguém rir, OK?
13:08
Pessoa 2
Sentes esse peso?
13:09
Pessoa 1
De ter essa missão.
Porque o que eu perguntei até agora foram histórias, um bocadinho mais coloridas ali, ou mais mais.
Mas eu tenho muita propriedade sobre elas, porque eu vivi as elas são verdade.
Eu tenho imagens vivas desses acontecimentos, então replico as da forma tu notas que eu estou a contar lá o que eu vivi.
13:27
Porque eu tenho as expressões tenho Oo que eu vi das pessoas.
Portanto, isso faz com que a história seja pá, isto, pá, isto aconteceu.
Mas como eu tenho essa propriedade imensa, aconteceu.
Eu depois posso lhe pôr uma coisita, um depósito ou outro, mas pá, a tornar ainda melhor.
13:43
O Nosso Abraço de Balneário: Apoie o Pergunta Simples
Aqui, Jorge Correia, preciso de 15 segundos do seu tempo.
E não, não é publicidade se esta conversa com o Cândido também lhe está a despertar emoções boas que ele sente a responsabilidade de espalhar.
Peço lhe um gesto de reciprocidade.
O Cândido está lembrando nos aqui que temos de estar nos sítios onde nos valorizam, e a sua intenção é a maior prova do valor para este projeto.
14:06
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Este é o nosso abraço de balneário que nos permite continuar a dar voz a quem sem filtros.
14:25
Nos ilumina o dia.
14:30
O Balneário como Ecossistema Emocional e Forja de Família
Eu tenho curiosidade.
Eu quero falar obviamente do humor e da maneira como tu contas, mas eu eu tenho curiosidade desse mundo que tu viveste, que é o mundo do futebol de alta competição em balneários de topo, passaste no Porto, passaste no, No No belenenses, também trabalhaste com Mourinho, trabalhaste com Jesus, portanto, passaste por esses sítios todos.
14:49
O que é que é esta coisa do balneário?
Como é?
Como é que é essa comunicação entre os jogadores?
Quem é que manda ali dentro?
14:56
Pessoa 1
Bem, eu eu não sei se se as coisas são exatamente como como eram há uns anos atrás no meu, no meu tempo em que eu desempenhei essa profissão de futebolista e representei esses clubes que tu disseste aí.
15:06
Pessoa 2
Como é que é essa vida, como é que é a vida de futebolista?
15:09
Pessoa 1
Eu sou muito eu, eu, eu sou muito grato.
Sinto me uma pessoa extremamente feliz por ter tido essa opção de de seguir o futebol.
O futebol acabou por ter o condão de não só proporcionar emoções muito, não são muito normais ainda não é uma tenra idade, portanto vivi, vivi muito rápido.
15:28
De repente tive que ter esta perceção de que era conhecido, portanto, ter ter deixado os meus pais, ir vir para Lisboa e para o Benfica, tudo experiências que eu não sei se hoje deixaria o meu, o meu filho mais pequeno, vivê las porque à à medida que são muito intensas, também também me exigiram muitas coisas rápido.
15:45
Quer dizer, eu já tinha que ter noção das.
Já tinha que ter privações numa idade onde onde seria normal já tinha que me privar, portanto foi tudo muito confuso, mas mas tudo imensamente maravilhoso representar o país, portanto ter estes estas Mini medalhas dentro de mim, que se calhar nem tem significado nenhum para, para, para, para quem está a ouvir, mas que que alimentaram, portanto foi cumprindo alguns sonhos, algumas coisitas que são são muito, só são só minhas, portanto, depois também tem a ver de onde é que eu vim.
16:15
Quais eram as ordens?
Não é para aquilo que eu pouco ou muito consegui fazer, pronto, enfim, mas mais importante que isso, o futebol a mim.
Atenção, não creio que seja uma lei universal o balneário como tu dizias EE basicamente o futebol ter passado por essas lideranças todas, portanto, ter estado em em contexto de dinâmicas coletivas, onde?
16:35
Estamos todos expostos.
EEE vivemos palestras emocionais, quase como no filme o Gladiador.
Russell crowcon junto à tropa, sabe?
É como.
16:43
Pessoa 2
Se fosse uma Batalha.
16:44
Pessoa 1
É uma área em que em que de repente é é sensato apelar se aos filhos e à família e ao orgulho de nós e, portanto, é quase eles contra nós.
EE tu vês pessoas a chorar e vês e vês.
E, portanto, forja se ali uma dinâmica que não é muito comum, daí que até outros setores de atividade.
17:00
Busquem muito intervenientes do futebol para virem palestrar e para virem falar dessas tais dessa curiosidade.
Como é que se vive assim?
Quer dizer, em que qual é a outra área que depois no final de um de um treino, toma se bem todos juntos e manda se umas lapadas do rabo uns aos outros?
Quer dizer é tudo, é um bocado.
17:15
EE chora se junto, EE beija se na cara e abraça, quer dizer, quando é que tu fazes isso, a tua atividade ou é hoje em dia?
17:22
Pessoa 2
Percebes é um ambiente emocional, é um ambiente.
17:24
Pessoa 1
Extremamente emocional o futebol, extremamente emocional, extremamente hollywodesco.
Portanto, há coisas que são permitidas ali que em outra área, qualquer pá, ele não está bem.
O nosso CEOO, nosso CEO, hoje está ele.
O que é que aconteceu?
17:34
Pessoa 2
Tipo o presidente do clube entrar no balneário e fazer?
17:36
Pessoa 1
Uma gritar ou beijar te no final de um jogo em que em que atividades é pá.
Se calhar uma vez por ano, não é quando sai o resultado da empresa, portanto, há ali, de facto, pronto.
Mas a mim forjou valores muito interessantes.
Portanto, mais que a parte do do jogo, do remate, da titularidade do título do futebol.
17:57
A primeira coisa que eu me lembro que o futebol mostrou, porque eu vinha de um contexto onde, de de portanto, eu vivia assim, num bairro social, na mourisca, e era um bocado atrevido.
Portanto, por força também tem muita Liberdade e cá rolamentos, fichas.
Então eu quando eu, quando cheguei ao futebol, eu tinha a convicção de que eu era muito forte, talvez não tinha conhecido ninguém mais forte que eu.
18:18
E o futebol pôs me olha, tudo bem, tu não deixas de ser forte, mas há, mas há muita Malta forte também há também há outros Fortes.
18:24
Pessoa 2
E com quem tu concorres também no balneário?
18:26
Pessoa 1
Não é, sim, concorres e pá.
Também também és capaz de ir ao chão, sabes?
Podes ser forte.
Vamos antes de falar no plural, somos Fortes depois o direito à diferença, esta associação, esta associação de ser fundamental, tu fomentares valores que depois em campo, não tem nada a ver com técnico ou com Tatto, ou com estratégica, mas que quando ele, quando tu consegues os fomentar, és capaz de de atuar como a tua, em família, portanto.
18:54
A pergunta a um pai parte se a perna para um filho chega até a ser pífia.
Não é no futebol, se tu conseguiste fomentar o espírito que que que existe numa família que é emoção e sentimento é ativado em campo inconscientemente.
19:09
Altos valores, normalmente as equipas que ganham as equipas sem sucesso, as equipas que realmente são verdadeiras nessa nessa defesa desses valores fomentam muito isso.
E eu percebi a importância, por exemplo, de.
E para lá do Relvado e para lá do balneário, nós conhecemos um bocadinho do meu defesa de direita ou do meu extremo direito.
19:24
Pessoa 2
Fazer coisas.
19:25
Pessoa 1
Fazer coisas e para mim, se calhar, se cair o Carlos, se eu não conhecer mais nada da vida dele, cai o meu colega de equipa Carlos.
Se eu conhecer, se eu, se eu, se eu fomentar o espírito de pertença no balneário, cai o Carlos, o pai do Tiago e o pai da da, da da Laura.
19:44
É um marido da coisa que até está a viver um momento terrível.
E a emoção é terrível.
A emoção é gigante, não é o tipo fala, se fomenta, se cultiva, se portanto.
E o balneário é uma coisa, quando tu me perguntas o que é que é isto?
O balneário é um bocado isso, é tentar replicar o que temos em contexto de família, portanto, o que sentimos pela família.
20:05
Pelo menos eu eu tive a oportunidade, tive, tive balneários, que isso foi muito mais difícil, mas tive alguns balneários que dei por mim.
A ir para o treino.
Eu chegava lá de manhã e dava o bom dia.
Como se desse a um filho?
20:16
Pessoa 2
Depende do quê?
Depende das pessoas que lá estão.
Depende dos capitães?
Acho que depende.
20:20
Pessoa 1
Muito do treinador, do treinador, da forma, do valor que ele dá a isso, do de como é que ele consegue cultivar isso, em que, se depois essa questão da família também torna aquilo numa numa anarquia, portanto, demasiados almoços demasiado à vontade, não é à vontadinha, não é como é?
20:34
Pessoa 2
Que se mantém essa ordem?
20:37
Pessoa 1
Com um bocadinho com doses grandes de Felicidade também na escolha dessas pessoas, porque?
Terrível é para um líder que quer ser o líder lembrado depois, mais tarde, a pá, tipo porreiraça me porta aberta, ouvia moldava se até era capaz de mudar de opinião, mas que lamentavelmente tinha grandes, grandes, estúpidos, liderados.
20:55
Portanto, feliz é o líder que consegue reunir liderados também, que quando ele fala em olhos abertos, tipo, conseguem perceber que, olha, o nosso líder até veio cá atrás ver uma cerveja connosco depois do jogo e está aqui a conversar também de carros e de coisas e de e de vida.
Mas no fim, No No outro dia, têm liderados que chegam ao trem com a mesma postura, como se aquilo não tivesse acontecido.
21:12
Portanto, conseguem diferenciar que há momentos distintos, portanto, e que tu ao aproveitares esse momento de partilha do teu líder, porque é assim um líder porreiro, que é que tu gostes que estejas um ambiente de trabalho fixe, mas depois te atraiçoa hoje, à primeira vez que ele te chama lá a atenção, eu, tu ei, tens uma reação de.
21:28
Pessoa 2
Sim, porque habitualmente, quer dizer, lá está, os treinadores têm esse, dão essa, essa, essas duras, como se diz no futebol.
21:34
Pessoa 1
E é e é possível, é possível, tu, tu, tu é possível tu teres uma relação ótima com o treinador e ele depois dá te uma grande dura no dia seguinte e só tens que perceber o que é que está ali.
Portanto, se não perceber, torna se muito difícil para o líder.
Portanto, eu, eu, eu, toda a gente, se estou.
Jorge deves ter essa sensação de que mesmo se calhar até tens mais apurada.
21:52
Eu farto me de ir a sítios onde nas paredes de grandes empresas e de dinâmicas, sei lá, sejam de todas as áreas.
Ser um líder não é, portanto, fomenta se muito.
Ser um líder encoraja.
Se muito ser um líder, eu, eu, eu, eu seja.
22:07
Pessoa 2
Lá, o que isso for?
22:08
A Revolução do “Liderado Feliz”: O Valor de Quem Sabe Ouvir
Sim, eu, eu, eu não vejo pá ser um ótimo liderado.
Como se isso pressupôs se como se isso pressupõe que.
Ser um ótimo liderado e alguém subserviente, ou ou que está condenado ou ou que não quer crescer mais, não.
O meu pai nunca foi, por exemplo, patrão de nada, nunca teve pessoas debaixo dele, pá.
22:23
Foi sempre um foi 11 extraordinário, liderado meu.
Se a admissão dada, missão cumprida, foi reconhecido, foram lhe reconhecendo sempre essa capacidade.
E ele era 111 liderado, muito feliz.
22:33
Pessoa 2
Uma liderança informal também.
22:35
Pessoa 1
Sim, sim, sim, sim pá automaticamente um ótimo liderado torna se.
Provia disso mesmo começa a ser um líder.
22:40
Pessoa 2
Começa a ser visto como um líder até pelos pares.
22:42
Pessoa 1
Mas não vejo ninguém, ninguém a dizer isso.
Vejo só se é um líder.
Não vejo pá.
Se é um extraordinário liderado, sabes?
22:47
Pessoa 2
Faz bem o teu trabalho?
22:48
Pessoa 1
Vais vais ver que se.
22:50
Pessoa 2
Inspira as outras.
22:50
Pessoa 1
Vais ver quando 10 conto és um líder.
22:52
A Descoberta de Portugal no Taskmaster: Autenticidade e Aprendizagem
Olha, Portugal descobre te quando tu ocupas o grande plano do taskmaster.
O taskmaster é um concurso.
É um concurso em que pessoas têm que fazer tarefas, tarefas algumas bizarras EE extraordinárias.
23:08
O que é que foi aquilo que rendido?
O que é que o que que água te deram a beber naquele concurso para subitamente tu teres feito?
Falei disso com com a com a Gabriela Barros, que é tu chegaste e roubaste o palco.
23:22
Pessoa 1
Ó Jorge, antes antes se me permitires.
23:24
Pessoa 2
Como é que lá vais parar?
23:25
Pessoa 1
Eu, eu, eu tenho sido muito.
Eu, eu sou um tipo felizardo, sabes?
Tenho tido e depois tenho essa consciência, dessa Felicidade que tenho tido.
EE, isso também me condena.
Um bocado, porque acho que já chegaria.
23:40
Eu tive a oportunidade de ser futebolista.
Tive oportunidade ainda numa idade muito precoce, de abrirem as portas aos 18 anos de um grande clube.
Representei o país, quer dizer, cometi desperdicei, desperdicei algumas oportunidades, tive opções de vida.
23:56
Que também é sensato ouvir e calar me alguém poder dizer assim, ó pá, que aqui, perfeito, idiota, podia estar com a vida resolvida, portanto, foste mesmo um camelo.
24:04
Pessoa 2
Guardas essa mágoa?
24:06
Pessoa 1
Não guardo essa mágoa, mas tenho essa consciência.
Portanto, ela não me pesa, mas eu tenho essa consciência.
Isso não me passa de leve ou não me passou de pá.
Este gajo vai passar uma vida a ser inconsciente, não, eu tenho consciência de tudo.
E precisamente para essa consciência, eu, eu sou mesmo um tipo felizardo e tu estás me a falar de taço massa e mas é justo eu dizer que eu quando comecei a fazer televisão?
24:25
Quando acabei a minha carreira foi no Porto canal e profissionais da tua área, pá, tiveram o condão de me receber neste mundo.
Eu tenho que fazer, eu tenho, eu tenho que explicar quem é que chega ao taço massa de forma absolutamente notável, sabes?
Tipo perceber um primeiro que eu queria muito aprender, portanto, que eu não me queria impor o rótulo da jogo futebol.
24:47
Eu não, eu nunca usei esse argumento, portanto, eu era alguém que estava a entrar numa nova área.
E eu estava com os olhos bem arregalados.
Eu queria aprender, portanto, eu aceitava a crítica, aceitava a correção profissionais da tua área, da rádio, da da televisão, no Porto, canal que me dizia um cadinho, não é assim que se diz essa palavra, filho, estás a pronunciar a palavra malpa e eu ouvia aquilo e não me senti nada antes.
25:06
Agradecia também não quero estar aqui a dizer que sou o tipo muito humilde, não, mas fui assim, portanto, eu tive a sorte de.
E é mesmo uma sorte.
25:13
Pessoa 2
Foste treinado no.
25:13
Pessoa 1
Fundo nem toda a gente é assim, tão empática.
Para quem chega uma ou tipos de outra área, sabes como é que é, Jorge e, portanto, eu tive essa Felicidade no Porto canal ter tido gente já com muitos anos disto que me ajudaram.
Depois, mais tarde, na TVI, também encontrei um ambiente de trabalho.
25:29
EE não esqueçámos que Oo comunicador é bom.
Salvar as exceções e elas e elas existem em Portugal, conseguem falar sempre com muita categoria e aportar sempre muito valor nas distintas áreas da sociedade.
Mas o comentador também se faz dependendo daquilo que ele está a falar.
Portanto, eu falar de futebol é inato para mim.
25:45
É, quer dizer, está dentro de mim e, portanto.
25:47
Pessoa 2
E é popular também, é?
25:48
Pessoa 1
Popular e não.
E não.
Tenho que pensar muito porque quando eu estou a olhar para uma jogada, eu já já lá estive.
Portanto, eu percebo perfeitamente aos meus olhos e a minha experiência.
Portanto, torna se fácil, torna se fácil depois há outras coisas como, sei lá, fluir deste discurso, capacidade de comunicar, lá está a tal coragem e tudo certo e.
26:03
Pessoa 2
Aí foste aprender essa parte.
26:04
Pessoa 1
Aprendi muito e chego ao segredo do balneário.
Chego ao canal 11, chego ao taskmaster olhando para este mundo da melhor forma.
Portanto, não tenho traumas neste mundo.
As pessoas têm sido muito boas para para comigo.
26:20
Das áreas tenham mais moral, sejam estrelas, sejam profissionais, um bocadinho menos com menos notabilidade, mas tenho recebido também acho em algum mérito nisso, na forma como eu me apresento, portanto, sem sem tangas.
26:31
Pessoa 2
E como tu te ofereces também.
26:33
Pessoa 1
Como me ofereço e mangas arregaçadas e acho que tem uma grande capacidade de trabalho.
Portanto, venho para somar e não para ser para me evidenciar.
Portanto, quero fazer parte de uma dinâmica de sucesso, mas que não tenho necessariamente que passar por mim.
O no dia seguinte é pá, mas aquele gajo não é.
Eu ando atrás disso.
Já tive esse reconhecimento que chegue, portanto o que eu quero é, é esta a nossa missão, vamos fazer isto, não é Malta, sou um gajo, agregador, EE procuro perceber onde é que eu posso apertar valor de verdade, isso é uma coisa muito minha, acho que tenho acho que posso falar assim com alguma propriedade e portanto, quando chego ao tajmaster, eu a primeira vez que eu vi o tajmaster na televisão, eu estava em casa com a cidala, portanto temos gostos completamente díspares Na Na Na forma como
27:10
gostámos de ver televisão e eu gosto de ver comentários a cidala gosta de ver outro tipo de coisas e estava a fazer zapping no quarto.
Tenho televisão no quarto, portanto, estava a fazer ZAP e lá está à procura de alguma coisa que me prendesse e passei pela RTP.
No primeiro elenco do do taço de massa, pá e ó Jorge, eu lembro me que tive que recuar se quisesse comprar o que eu vivi naquela hora a seguir com a cidélia na cama, a rir nos perdidos com aquilo perdidos.
27:38
Eu tenho que recuar à minha infância, não a tal mourisco em casa com os meus pais, a rimo nos todos na sala.
E já não via televisão daquela maneira há muito tempo quase um espasmo pá Oh Oh, Jorge a partir me a rir mais AA minha mulher e nós tipo a rir nos estás a ver quando tu te contorces Eu e Ela pá que caraças é isto?
27:55
E lembro me que já fazia televisão, portanto já já estava já tinha o Cândido on Tube, portanto, que eu sentia que a minha propriedade estava a crescer e lembro me que comenta a cancela, ó pá, olha aqui está alguma coisa tem me convidado para tanta coisa isto é que era se me convidassem para isto eu era gajo para fazer isto.
E eh pá, quis o destino passar 2 semanas.
28:10
Pessoa 2
Convocaste os deuses.
28:11
Pessoa 1
Sim, sim.
Convocaste os deuses, os deuses do entretenimento, sabes disseste.
28:15
Pessoa 2
Venham a mim e eu.
28:16
Pessoa 1
Fizeram uma pessoa mágica, EE ele e ativa isso e passado 2 semanas usaste lá está os deuses alinharam se e a minha agência recebeu o convite da da free monthl da RTP para eu participar como convidado.
E então primeiro disse logo que sim, portanto, nem sequer nem sequer quis saber qual é, quais eram as contrapartidas, nem nada.
28:33
Eu eu queria mesmo fazer muito aquilo.
Primeiro pela, mas IA cheio de curiosidade, IA cheio de interrogações, como eu faço televisão também hoje?
A primeira interrogação era assim, será que é mesmo assim como nos apresentam?
Era a minha grande dúvida.
28:46
Pessoa 2
Será que isto é verdadeiro?
Será que isto?
28:48
Pessoa 1
Será que é assim que me que nos apresenta o tipo abre o envelope e tenho o onshot, OK, tenho uma oportunidade, tens que te desenrascar?
28:54
Pessoa 2
Pronto ou não, ou então é uma coisa toda.
28:56
Pessoa 1
Ou, na verdade, para aquilo corre mal às vezes, outra vez eu eu torno a entrar pela porta.
E pá, isto não correu muito bem.
Vamos fazer outra vez e.
29:02
Pessoa 2
Então, e como é que é essa?
29:03
Pessoa 1
Era a minha primeira curiosidade, porquê?
Porque eu apregoo que no candidon tour é cru, puro e duro, guimba lá atrás de mim e tenho uma referência, O Presente é este e aquilo, vou contar esta história à à volta disto EE ofereço cru, dificilmente repito um take, portanto, correndo o risco de às vezes aquilo estar mal filmado, de de as palavras não terem saído bem, não ter, assumo piada nenhuma, mas eu assumo isso, portanto, e entrego assim, pronto, então, e é muito curioso, deixa ver se isto é mesmo assim.
29:28
Pá e não podia haver ao Jorge, não podia ficar mais fascinado quando percebi que é assim que como nos apresentam EEE, isso para mim é ouro porque abrir um envelope e eu pessoalmente tenho esta opção, deduzo que os outros também a tenham atenção, mas eu normalmente, nem sempre, porque às vezes veem me coisas à cabeça, que porque a minha cabeça também é quase como toda a gente, às vezes vê coisas que a gente não manda para trás, não é?
29:53
Manda para pensar não isso não, isso é demais.
Mas 90% das vezes eu faço.
Eu sigo o meu instinto.
A primeira estou a acabar de ler a carta e a primeira coisa que me vem à cabeça eu sigo a portanto, eu faço AE acho que já provei isso.
Basta meter provas e percebes mesmo que eu fiz a primeira coisa que me vem à cabeça.
30:09
A Dinâmica Única entre Cândido Costa e Nuno Markl no Taskmaster
Olha, como é que foi a relação com com o Nuno?
Markl é um amigo comum já agora.
30:14
Pessoa 1
Pá, eu adoro.
Adoro de verdade o Nuno, porque não?
Porque tenha passado grandes momentos com com o Nuno fora do ambiente, o tastmaster ou que que a gente prive muito.
Eu adoro o Nuno, porque dei por mim a ver alguém que quando eu quando eu comecei a privar com ele que tenho uma, tem muitos seguidores, portanto tem muito carinho.
30:34
Como se notou agora, as pessoas gostam muito do Nuno, eles já cá andam há muito tempo, portanto, posiciona se de uma forma com opinião, portanto, e cheio de personalidade.
Mas comecei a ver coisas quando as câmaras estão desligadas, dei por mim a olhar para eles, dizer assim, ó pá, este, eu, eu, eu, eu tenho, que eu, eu, eu também tenho que ser assim.
30:54
Eu também tenho que ser assim, pá.
Por causa de ser um tipo muito razoável, muito meio com toda a gente, muito educado, sabe ouvir.
Tenho esta capacidade de se calar para ouvir o próximo, de ouvir o outro.
Parece me sempre muito interessado.
Quando alguém está a contra alguma coisa da vida dele, da vida dessa pessoa, parece me que ele está mesmo a ouvir, porque depois ele opina e interessa se e não se esquece do que se compromete.
31:18
E é alguém que te faz sentir muito confiante para tua.
E segures em frente, portanto, e.
31:24
Pessoa 2
Deu te uma rede.
31:26
Pessoa 1
Sim, sim, sim, foi ali.
31:28
Pessoa 2
Depois, quer dizer, vocês têm ali uma relação em Câmara, uma relação também emocional.
Há ali uma proximidade?
Há ali uma sim.
31:33
Pessoa 1
Isso, isso, isso, isso nós ativamos outra coisa que eu conheci, o Nuno markl dentro de uma prova.
31:39
Pessoa 2
Direto.
31:40
Pessoa 1
Eu conheci o Nuno markl dentro do laboratório do tastmaster.
A primeira vez que falei com ele, trocamos as impressões, foi depois ficado, ficou até os dias de hoje, que é como é que estás, dona família?
Tudo bem aquele meu registo.
Nasceu ali, portanto ele não sabia se o se eu era se eu era mesmo assim, portanto, e desde essa prova até ao dia que estamos aqui a conversar os 2 Jorge, apesar de não estarmos muito bem, apesar de eu amar o Nuno e sei que ele também tem um crime por mim, enorme, enorme.
32:07
A outra vez que chorei foi com o Nuno, há pouco tempo e pelo menos eu chorei.
Eu também choro por tipo mais nada, vai chorar?
Uma vez que fiquei quebrado foi por causa do do Nuno e.
Ficou sempre presente entre nós quem está se com o master é ativado muito forte que é.
32:23
Eu pelo menos penso, isso eu sinto quando o Nuno olhou para mim assim que é, eu gosto muito do Cândido, eu sei que ele não me vai fazer mal, mas sempre desconfiando.
Eu sinto verdadeiramente isso.
Eu sempre eu sinto que o Nuno há uma.
32:37
Pessoa 2
Tensãozinha.
32:38
Pessoa 1
Eu sinto que o Nuno sabe que eu não lhe quero fazer mal.
Mas pode acontecer.
32:44
Pessoa 2
Sei lá, o que é que este maluco vai fazer agora?
32:45
Pessoa 1
Pode acontecer na ânsia do Cândido como ele, na ânsia que o Cândido tem de fazer bem.
E ele quer fazer rir e quer levar a missão dele até ao fim.
Se for preciso ali a ocular, torcer um bocado, o pé vai experimentar.
Ele não vai parar por causa disso.
33:01
No fundo, então, eu uso muito isso.
Eu uso esse poder sobre nos diálogos, na forma como eu paro olhar para ele, se ele não vai ao meu encontro ou se não faz aquilo que eu lhe pedi.
A expressão que o Nuno e eu sinto que ele sabe que eu estou meio a brincar, mas ao mesmo tempo eu reparo mesmo que ele vais fazer, não é?
33:18
Ele não diz, mas os olhos dele estão me a dizer ao canto, não vais fazer isso?
33:22
Pessoa 2
Exato, sossega.
33:23
Pessoa 1
Isso é demais.
Não faças, não faças que lá está bom.
33:26
Pessoa 2
Lá está estás a fazer televisão?
33:27
Pessoa 1
Eu exploro, eu exploro muito esse lado do do Nuno e ele nunca se e cruzo às vezes o que é que acontece e cruzo me com o Nuno nas gravações está se lá a seguir, sem o Nuno, pá, eu na prova a seguir, não sei o que é que vai ter lá no envelope.
Pá, mas só para te deixar tranquilo mas eu vou com tudo, ó Nuno, eu estou eu estou com uma vontade, sabes o que quero fazer?
33:42
Boa televisão, Nuno, eu vou mesmo com raça, seja lá o que for e sinto que depois quando eu apareço, já com as câmaras, vamos gravar, entra Cândido e é a minha vez e eu vou abrir o envelope basta olhar para ele que ele vai se lembrar do toquezinho que eu lhe dei no almoço então EEE se calhar é por isso que ele depois, ó pá, o Cândido tem uma noção e monta uma coisa que é eu já no almoço estou a preparar a prova da tarde eu não sei o que é que vai ser, mas eu passo pela Nuno eu hoje, hoje à tarde
34:04
quero fazer boa televisão, ó pá e se eu tiver que ir para cima?
Mas se eu tiver que.
Eu estou disposto à lesão, onde estás?
EE, como faço Sério sem ele começa o que é que ele faz assim é pá, OK daquele jeito ele faz ele assim, a lesão não, não e eu assim, Oh, Nuno, isto tive é que ser isto, vamos percorrer esse caminho, qual é que é o problema?
34:24
EE depois à tarde, não vou falar disso em no ar, mas sei que está lá a mensagem, depois algum comportamento meu ativa o que eu quero tirar do Nuno?
Que é aquela sensação de desconforto, de é pá, não vai fazer isto?
34:36
Pessoa 2
Há ali uma metalinguagem, no fundo, há um diálogo.
34:38
Pessoa 1
Sim, que é um bocadinho.
Até difícil para mim de explicar o que é que eu fomento quando quando estou com o Nuno.
Mas também gosto de ver atenção.
O milagre da mais é vaidade.
Eu gosto de ver e.
34:46
Pessoa 2
Depois vais ver, te vais ver te eu.
34:47
Pessoa 1
Vejo te à massa, não para ver o Cândido.
Continuo fã de Tasso.
Massa faz se onde está lá o tipo.
Aliás, quando não participo nas temporadas, vejo como a gente dizia, Ah, pá, eu sou fã, eu sou fã deles.
Eu sou os digo te isto genuinamente, já ganhei 2 edições mas eu eu sou eu sou muito mais fã deles do que de mim a ver o os meus colegas fazem muito RIS, sem exceção eu parto de uma rir, eu não forço riso até por até mesmo tipos que fazem completamente diferente de mim.
35:14
Pá.
Acho aquela Malta super talentosa Oo Rui esteve aqui, não é aquele não é aquela coisa de retribuir o elogio não é de.
Olha, eu jogaste muita bem, e ele, ele, ele.
35:22
Pessoa 2
Diz que que te quer ver no teatro?
Não sei.
35:24
Pessoa 1
Se nota disso?
Oo Rui tem, tem, tem tido pá encorajamentos para mim, maravilhosos pá.
Mas por exemplo, o Rui meu, tenho um humor no Tasso.
Eu não conhecia muito o Rui, tal e qual como ele não conhecia muito amigos, sabia que era um ator incrível e pronto, mas não.
35:41
Pessoa 2
É um humor quase britânico, não é?
É pá, é.
35:43
Pessoa 1
Maravilhoso.
É maravilhoso.
Eu fiz algumas provas em equipa com ele e ele ele veio ao meu mundo rápido.
35:50
Pessoa 2
Houve uma aproximado é 11 aproximação.
35:52
Pessoa 1
Sabes quem foi fascinante, portanto, o meu humor é muito marcante, é muito balneário, é muito futebol, é muito físico, muito físico.
Eu e o Toy funcionamos bem por causa disso, parece 2 gladiadores a gladiarem, se ali o que é que ficou com o presunto não é o Rui.
Numa prova que eu tive com ele, eu percebi, me pá, que incrível que foi.
36:11
Eu comecei com o discurso do joguei da bola e ele adaptou se como o camaleão.
36:16
Pessoa 2
Queria um.
36:17
Pessoa 1
Contraste, mas, mas, mas assim.
Sabes em 2 pinceladas, olha, AI, é para aí, tu queres dançar, vamos dançar isso então e adapta se sem se impor, sabes o que ele quer é que resulte e é pá, e isso é incrível.
E depois, às vezes ele estava lá a estudar guiões, tipo peças que ele estava a fazer, eu, eu era inacreditável ele, ele lia um parágrafo, eu ou diz.
36:37
Pessoa 2
E já lá estava.
36:37
Pessoa 1
E ele não precisa forçosamente ter as palavras todas, mas Oo.
Conta a história do que estava escrito à maneira dele, portanto, pá, filho, é é o Rui que vocês.
36:46
Pessoa 2
Olha, estamos a fechar praticamente a nossa conversa.
36:48
O Património do “Candidão no Tour” e a Responsabilidade de Gerar Emoções Boas
Já me disseste o que é que te faz rir?
Já me disseste o que é que te faz chorar?
O que é que te move?
36:56
Pessoa 1
Ó Jorge, eu lá está.
Tenho tido esta oportunidade de ser, de fazer o que, o que, o que, o que me dá prazer e aquilo que Eu Acredito.
Gosto muito de fazer o que então no tour, portanto, gosto muito de fazer esse para mim é é o meu.
É a única coisa que eu me projeto.
37:11
Ando daqui a 10 anos, tenho medo porque sei que se vai acabar e isso dá me uma sensação esquisita se o resto eu eu sei que é volátil e passageiro tenho muito medo de deixar de fazer o pequeno dono tour porque eu amo aquilo, amo, amo mesmo, tenho um orgulho desmedido no que eu tenho conseguido fazer pelo associativismo e pelo futebol de base é mesmo no maior, maior património e move me a dada altura, eu acho que ganho tenho esta responsabilidade de.
37:39
De ter energia para continuar AA provocar emoções boas nas pessoas.
Tenho mesmo mais que esse é o meu legado.
Porventura às vezes ter que me engolir um bocadinho o que sinto e o cansaço que sinto não tenho tenho direito a sentir isso, mas o que a vida me tem oferecido, sabes Jorge, eu, eu, eu tenho que oprimir um bocadinho o meu cansaço e às vezes a minha falta de inspiração e andar para a frente porque.
38:03
Pá.
Há pessoas que contam com isso, há pessoas que contam comigo e com energia para para se sentirem também motivadas.
38:09
Pessoa 2
Obrigado.
38:10
Pessoa 1
Mas é um gosto, sabe?
Que não tive a falar o dia todo.
A gente vive tanto, não é?
Depois tem muita coisa a perguntar.
38:16
Pessoa 2
A conversa continua.
38:17
Pessoa 1
A conversa continua boa.
38:18
A Vulnerabilidade como Magnetismo: Reflexões Finais sobre Cândido Costa
As luzes do estúdio arrefecem, mas o ar permanece denso, com aquela energia rara de quem não precisa de artifícios para se fazer notar.
Cândido Costa partiu por agora, mas deixou connosco algo mais valioso do que as suas magníficas e divertidas histórias de balneário.
38:34
Deixou nos um lembrete que a coragem é, afinal, a nossa pele mais autêntica.
Aprendi hoje que a verdadeira inteligência não reside na infalibilidade, mas na capacidade de nos rirmos das nossas próprias quedas.
Cândido ensinou me que se pode ser magnético, sendo vulnerável.
38:50
E de que o prestígio de uma vida não se mede apenas pelos títulos conquistados, mas pela capacidade de se ser um liderado feliz, alguém que, como seu pai, cumpre a missão com dignidade de quem sabe que o coletivo é sempre maior do que o indivíduo.
39:06
Ele falou de abrir os olhos de emoções boas como se fossem o seu património mais sagrado.
E ao ouvi lo percebi que a simplicidade não é a ausência de complexidade, mas o ponto mais alto.
Da sofisticação humana num mundo que grita por atenção, Cândido Costa prefere iluminar a sala e fê lo aqui entre perguntas que podiam parecer simples, mas que revelaram o homem cuja profundidade só é superada pela sua generosidade, sai desta conversa mais rico, talvez um pouco mais corajoso e certamente mais próximo daquela humanidade que o futebol às vezes nos faz esquecer.
39:42
Eu sou o Jorge Correia?
Este foi o pergunta simples.
Voltamos para a semana?
