Quantas decisões tomamos verdadeiramente na vida? Júlio Isidro

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Quantas decisões tomamos verdadeiramente na vida? Júlio Isidro
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Pedi-lhe uma frase, uma só, aquela com que quer ser lembrado. Respondeu com uma pergunta. Quem foi? Depois corrigiu-se devagar, como quem muda de ideia no ar. Sou um amigo, e quem vier traz sempre outro amigo também.

Não largo esta frase. Não por ser bonita, embora seja. Mas porque diz sobre comunicação aquilo que nenhum manual diz. A voz que dura não é a que fala mais alto nem a que fala para mais gente. É a que faz cada ouvinte sentir que a conversa foi feita apenas para ele.

Júlio Isidro passou cerca de cem mil horas diante de um microfone e insiste que decidiu muito pouco. Deixou acontecer. Subiu uma rampa a pé aos quinze anos e nunca mais desceu.

Ficou-me também a arte da metáfora, o modo de dizer aquilo que era possível dizer com vontade de dizer um bocadinho mais. Havia censura do lado de dentro e mesmo assim havia recados. Talvez seja essa a definição mais exata de comunicar. Encontrar espaço onde parece não haver nenhum.

A conversa completa com Júlio Isidro está disponível no Pergunta Simples.

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