O olhar de um cirurgião de guerra português sobre o trabalho dos médicos em situação de catástrofe como as guerras e conflitos, mundo fora.
A guerra na Ucrânia é apenas mais uma para Nelson Olim.
Médico-cirugião português com passagens pela Cruz Vermelha Internacional e agora Organização Mundial da Saúde.
Ele, como ninguém, aprendeu que o bisturi consegue reparar alguns feridos, mas nunca todos.
Como cirurgião de guerra responde no meio do caos. Ordenado por um método escrito num livro sem palavras onde lhe cabe escolher que ferido deve ser operado primeiro.
Também que muitos dos não escolhidos vão morrer.
Por os ferimentos serem extensos.
Porque as equipas médicas não chegam.
Porque as balas, granadas, mísseis, obuses e outros engenhos foram feitos para matar.
E nem os deuses conseguem parar esta carnificina.
As Ucrânia é só mais uma história na vida das guerras dos humanos.
Nelson Olim perdeu a conta às missões.
Esteve, por exemplo, no Iémen, Sudão do Sul, Nigéria ou Afeganistão.
Nesta conversa recolho o seu olhar sobre as imagens que nos chegam da guerra na Ucrânia.
Sobre a maneira como as equipas médicas respondem. Como comunicam entre si.
Como sobrevivem e ajudam a sobreviver.

Muita sorte na vida profissional e pessoal com saúde junto dos familiares e amigos! Que maravilha haver profissionais com a capacidade e competência e profissionalismo como o senhor! Para si e todos os outros que fazem parte deste projecto e elenco de obra e que enfrentar a realidade dura para salvar os que precisam de ajuda, enquanto outros se dão ao trabalho de matar para se aproveitar de uma coisa que não lhe pertence! É a lei do mais forte! Obrigada pelo excelente trabalho realizado e por ser quem é! Bom Ano Novo 2026 com tudo de bom para todos vocês família de trabalho e família de sangue!