A primeira coisa que ele diz é que a força que o move é a coragem. Não a coragem dos heróis. A coragem miúda e rara de se expor, de tropeçar numa palavra, de estar acima do peso, de ser motivo de troça. Não tenho medo disso, explica. Junto-me a eles.
É aqui que começa tudo o resto. Quem não teme o ridículo comunica de outra maneira, porque não gasta energia a defender-se.
Falámos de histórias e do modo como se contam. Cândido Costa não conta anedotas, conta o que viveu, com as pausas no sítio certo, e por isso podemos ouvir a mesma história dez vezes e rir sempre. A identificação faz o resto. Toda a gente já achou que uma coisa custava dez e afinal custava muito mais.
E depois há a ideia que me ficou. Toda a gente quer ser líder. Ninguém fala de ser um bom liderado. O pai dele nunca mandou em ninguém e foi reconhecido a vida inteira. Também isso é uma forma de liderança.
A conversa completa com Cândido Costa está disponível no Pergunta Simples.
