Rita Marrafa de Carvalho | Como se mata alguém?

Rita Marrafa de Carvalho | Como se mata alguém?

Crime, disse ela.

Crimes, reportou ela

Crimes mediáticos, chocantes, surpreendentes, brutais, violentos, planeados ou simplesmente aconteceram.

Toda esta edição é sobre a natureza humana na sua forma mais negra, mais dramática, mais sanguinária.

O crimes, como qualquer acontecimento radical da vida humana dão grandes histórias na imprensa.

No fundo, cumprem desde logo todos os critérios editoriais que fazem de uma notícia, noticia.

Em particular os crimes que nos aconteceram. À porta de casa. Em Portugal ou envolvendo portugueses.

Mas a notícia do crime tem dois condimentos insuperáveis na narrativa jornalista: a emoção e a interrogação permanente.

Quem matou?

Quem morreu?

Porque matou?

Onde, quando, para quê?

Além das perguntas formais sobra a raiva ou a compaixão.

E tantas vezes o mistério.

Nunca sabemos ou saberemos tudo.

Rita Marrafa de Carvalho, jornalista da RTP fez uma série de reportagens e agora um livro que revista os crimes que mais impacto tiveram nos últimos anos em Portugal.

Momento para a minha interrogação primária: porque nos fascina a todos o crime?

Os mistérios da morte, da violência e da natureza humana vão sempre deixar-nos perguntas por responder.

Mas todas as histórias que ouvimos são de tal maneira avassaladoras que é impossível ficar indiferente.

Talvez o instinto de matar e o de viver estejam sempre numa luta feroz.

E a vontade de contar como somos e o que fizemos seja o instinto da comunicação em todo o seu esplendor.

Seja no olhar das testemunhas. No silêncio dos culpados ou na curiosidade dos que espreitam pelo buraco da fechadura.

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