Como fotografar a emoção? José Sena Goulão
O poder de olhar: o que o fotojornalismo ensina sobre comunicar Vivemos cercados de imagens. Fotografias, vídeos, fragmentos de realidade […]
O Pergunta Simples Podcast é um espaço de conversas autênticas e envolventes sobre comunicação e sociedade. Cada episódio traz convidados que dominam a arte da palavra, seja no jornalismo, na política, no entretenimento ou na ciência. Se queres aprender a comunicar melhor, inspirar-te com histórias fascinantes e aprofundar o teu conhecimento sobre os desafios da comunicação, este é o teu podcast de eleição.
O poder de olhar: o que o fotojornalismo ensina sobre comunicar Vivemos cercados de imagens. Fotografias, vídeos, fragmentos de realidade […]
Imagina um mundo onde as cores não se distinguem.Onde o vermelho e o verde se confundem, o azul é um
Quando a vida apaga a luz, nasce outra forma de comunicar. Um episódio sobre humor, linguagem e corpo — e sobre como a diferença pode transformar-se em força e ensinar-nos a ver melhor.
E se o amor fosse, ao mesmo tempo, a maior bênção e a maior armadilha da nossa vida? Se a
Vale a pena ser bom? Ou, num mundo cada vez mais polarizado, ser bom é quase um luxo ingénuo?Vale a
Tenho medo que essa felicidade nunca mais volte.
Foi o que Gabriela Barros me disse, sem hesitar.
A partir daí, a conversa deixou de ser apenas sobre teatro, televisão ou humor — e tornou-se uma reflexão sobre viver intensamente um momento… e aceitar que ele pode não se repetir.
Falámos da Gabriela que guarda mistério na vida pessoal para poder ser qualquer pessoa em cena, que usa o humor como ponte e escudo, que enfrenta críticas sem perder a vontade de arriscar e que quer ensinar à filha a arte de rir de si mesma e do mundo.
“Quem me faz rir já me ganhou.”
Entre vulnerabilidade e confiança, Gabriela Barros revela-se magnética — dentro e fora de cena.
Aprende a conversar sem conflitos com quem pensa diferente. Descobre como comunicar e entender ideias opostas: Como Falar com Alguém que Pensa o Oposto de Ti.
Todos nós temos um professor que nos marcou. Descubra nesta reflexão: O que torna um professor inesquecível.
Gabriela Barros fala sobre humor, representação e vulnerabilidade numa conversa intimista e divertida. Do Taskmaster ao Pôr do Sol, exploramos o que é preciso para fazer rir com precisão. Uma atriz com ritmo, verdade e escuta, num episódio essencial do Pergunta Simples sobre a arte de estar em cena.
Há conversas que não vivem apenas na superfície; conversas que abrem espaço para respirar, repensar e reorganizar o que levamos por dentro. A conversa de Jorge Correia com um dos atores mais intensos e inquietos da ficção portuguesa é uma dessas. Ao longo de quase uma hora, falámos de corpo, erro, infância, imaginação, afeto, tecnologia, masculinidade e do que significa estar vivo com alguma atenção.
O episódio gira em torno de uma ideia simples, mas transformadora: a vida é uma negociação permanente entre o que sentimos e o que conseguimos colocar no mundo. E é isso que o convidado pratica — no teatro, no cinema, e na forma como se relaciona com os outros.
Essa reflexão nos leva a perguntar: O que nos torna ainda humanos num mundo de máquinas? Albano Jerónimo
Uma das ideias que atravessa toda a conversa é o papel do corpo — não como acessório do trabalho, mas como a sua raiz. É através da respiração, do gesto, da postura e do ritmo que se organiza a verdade de uma cena. Antes da palavra, antes da técnica, antes da intenção, está o corpo.
O que nos torna ainda humanos num mundo de máquinas? Albano Jerónimo
Fala-se disso com uma clareza rara: o corpo não mente, não adorna, não otimiza. O corpo não tem discurso — tem presença. E na era da comunicação acelerada, onde tudo é mediado por filtros, algoritmos e versões de nós mesmos, esta é uma ideia que nos devolve ao essencial.
Comunicar não é impressionar; é estar presente.
A segunda grande linha desta conversa é o erro — não como desgraça, mas como ferramenta.
E aqui há um ponto forte: ao contrário da ideia dominante de que falhar é perigoso ou condenável, o convidado assume o erro como ponto de partida. É no erro que se descobrem novas possibilidades, que se afinam gestos, que se encontra o tom certo. O erro é uma espécie de laboratório emocional.
E esta visão não se aplica só à arte. É também um modelo de liderança. No teatro e nas equipas, defende que o ensaio deve ser um lugar onde se pode falhar sem medo — porque a criatividade só existe quando não estamos a proteger-nos o tempo todo.
Criar espaço para o erro é criar espaço para a coragem.
A conversa revisita ainda as origens do convidado — um contexto de escassez que se transformou numa máquina de imaginação. Um tapete laranja, bonecos de bolo de anos, uma casa pequena que exigia inventar mundos alternativos.
“Há quem estude para aprender a imaginar. Há quem imagine para sobreviver.”
Esta frase resume bem o impacto da infância na sua forma de estar. A imaginação não é um escape — é uma estrutura vital.
E quando mais tarde se interpretam personagens duras, frágeis ou moralmente difíceis, não se parte de conceitos abstratos; parte-se dessa memória de observar o mundo com atenção e curiosidade. Entrar num personagem é entrar num corpo que podia ter sido o nosso.
Uma das partes mais inesperadas e ricas da conversa é a reflexão sobre a peça carne.exe, em que o convidado contracena com um agente de inteligência artificial criado especificamente para o espetáculo. Uma “presença” que responde, improvisa e interage — mas que não sente, não cheira, não erra.
A conversa revela uma inquietação legítima: o que acontece ao humano quando se retira o corpo da equação? Quando a imaginação é substituída pela otimização? Quando a falha desaparece?
Há uma frase que se tornou icónica:
“Uma máquina pode descrever um cheiro… mas não o sente.”
É aqui que a arte se torna também crítica do seu tempo: o perigo não está na tecnologia em si, mas na possibilidade de nos esquecermos do que nos diferencia dela.
O episódio toca ainda num tema essencial: as masculinidades contemporâneas.
Fala-se de dúvidas, fragilidades, contradições — de como fomos educados para esconder sentimentos e de como isso nos limita.
E há uma admissão honesta e importante: a presença de um lado feminino forte — não no sentido identitário, mas sensorial.
Esse lado que observa, que cuida, que escuta, que sente.
É talvez a parte mais desarmante da conversa: a vulnerabilidade não diminui; amplia.
A sensibilidade não fragiliza; afina.
Um dos momentos mais humanos surge quando se fala da mãe — do que ela ensinou, do que ficou, do que ainda ressoa.
A conversa entra aqui num registo íntimo, afetivo, não sentimentalista, mas cheio de verdade.
É um lembrete de que, por muito que avancemos na vida, há sempre uma pergunta que nos organiza:
como é que sobrevivi até aqui e quem me segurou?
A conversa termina com uma ideia simples e luminosa:
cuidar é uma forma de estar no mundo.
Cuidar do colega, da equipa, do público, de quem está ao nosso lado.
Não é um gesto heroico; é uma prática diária.
E é a base de qualquer comunicação que queira ser mais do que um conjunto de palavras.
Albano Jerónimo está em cena entre 12 e 14 de dezembro, no CAM – Gulbenkian, com o espetáculo carne.exe, de Carincur e João Pedro Fonseca, onde contracena com AROA, um agente de inteligência artificial desenvolvido especificamente para a peça.
O projeto explora as fronteiras entre corpo, tecnologia, imaginação e presença — um prolongamento direto dos temas que atravessam esta conversa.









