José Pedro Teixeira Fernandes | Como parar a guerra?

José Pedro Teixeira Fernandes | Como parar a guerra?
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Os dias passam e a guerra continua.

Está a acontecer o que sempre nos acontece: cansado-nos da repetição das notícias.

Aconteceu com a COVID-19, acontece com a Ucrânia.

Os picos de atenção e reação descem com o tempo.

Até poderia ser uma coisa boa, se a guerra estivesse a um passo da paz.

Todas as guerras terminam em paz.

Releio a frase e, se fosse completamente rigoroso, diria: todas as guerras passadas terminaram num acordo de paz.

Olhando a história as guerras extinguiam-se ou, porque uma das partes capitulava, ou de alguma maneira o agressor desistia.

Na maneira mais clássica a guerra começava precisamente por uma declaração de guerra de um país a outro.

E terminava num armistício.

Contudo, esta guerra tem grandes diferenças e múltiplas incertezas.

Em primeiro lugar ninguém declarou a guerra.

A retórica do lado de Putin informa-nos que é uma operação militar.

A segunda diferença é que ao contrário de todas as previsões iniciais o lado mais forte não está a ganhar facilmente.

O que significa o arrastar do conflito. Com mais destruição. Mais vítimas. Mais sofrimento.

Busco em José Pedro Teixeira Fernandes, Professor e especialista em Ciência Política e Relações Internacionais pistas para encontrar uma saída para a guerra.

Esta conversa fala de combates, de palavras, de energia e de recursos.

E a pergunta de sempre: como se pára isto?

Olhando os movimentos geopolíticos em confronto na Ucrânia é mais ou menos óbvio que o tabuleiro é muito mais largo.

Os valores da liberdade, democracia e modo de viver estão em choque.

Mas a energia, com a transição energética e as energias limpas e renováveis versus o petróleo, carvão e gás estão também na mesa.

E longe, mas perto, os gigantes Estados Unidos e China estarão a desenhar os planos de controlo geoestratégico do planeta nas próximas décadas.

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