José Gameiro | Como se ouvem as mentes?

José Gameiro | Como se ouvem as mentes?

Todos os dias ouve pessoas que sofrem.
Pessoas que lhe entram no consultório com pedidos de ajuda.
Com demandas para ser guia de um certo regresso à felicidade.
Ou pelo menos a alguma harmonia.
José Gameiro é médico psiquiatra e sonhou-se como médico daqueles que salva o doente contra o relógio.
Seria um Doctor House ou um enviado especial do INEM para ressuscitar um sobrevivente impossível?
A ideia romântica do que somos ou queremos ser persegue-nos sempre. E o choque com a realidade acorda-nos.

Esta conversa esteve aprazada para antes das férias, mas ainda bem que aconteceu agora.
Deu tempo para respirar.
Simbolicamente esta é a semana em que caem as máscaras das nossas caras, enquanto nos mostramos aos outros na rua.

No jogo das máscaras que todos jogamos uns com os outros há terrenos férteis para imaginários, felicidades e dores.

As famílias e em particular os casamentos têm bíblias de amores e caneladas.
Quando algo corre mal, por crise ou rotina, é a pessoas como José Gameiro que recorremos em busca de uma bússola e de um mapa.

A maioria de nós lida mal com a incerteza. E a vida é incerta por natureza.
José Gameiro acreditou que a pandemia seria transitória e com poucas nódoas negras na nossa alma. Hoje pensa diferente.

E eu quis saber se este período de tréguas a que chamamos férias – para os que puderam – ajudou a equilibrar o nosso mundo interior.

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