Sabe pela vida? José Avillez

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Já voltaram de férias? Foram boas?

Divertiram-se? Comeram e beberam?

Riram-se e abraçaram?

Nadaram ou fizeram boas caminhadas?

Ou simplesmente leram um bom livro e ficaram a ver as estrelas nas noites quentes?

Os frescas. Que este verão está a ser ventoso.

Nesta edição falámos de alta cozinha.

E já vamos falar do bom que é saborear grandes, frescos e suculentos alimentos cozinhados com quem sabe muito de sabores.

Mas quero ainda deixar um pé nas férias para notar que os preços estão pela hora da morte.

A vida está cara, mas o sector do turismo está a abusar.

A desgraçada da inflação de 10% transforma-se como que por multiplicação dos pães em 20 a 30% na fatura dos restaurantes e hotéis.

Os pratos mais banais, da omeleta de pouco mais que ovos ao bitoque subiram dos 10 euros para os 13. Os pratos especialidade da cada dos 12 para os 19. Com aquele detalhe irritante do acompanhamento agora vir quase sempre à parte com mais 3 ou 4 euros extra. As sobremesas cresceram em preço e diminuíram de tamanho e o café dos 70 cêntimos passou para um euro por rotina ou euro e meio para ser bebido na esplanada.

Mas a questão dos preços no turismo não tem só a ver com euros.

Também tem a ver com serviço.

Notei nos últimos meses que estão a desaparecer os empregados de sempre dos nossos cafés e restaurantes. O empregado simpático, bom comunicador, conhecedor dos nossos gostos e até, às vezes, desgostos. Mas principalmente capazes de nos mimarem de ter connosco boas ainda que breves interações.

Para onde foram estas pessoas?

Porque vieram outras pessoas, mais mecânicas, menos comunicadoras, mais viradas para fazer o que há para fazer, e menos para cuidar, para acolher. Como se o ato de ir comer ou dormir num sítio bom fosse um mero ato burocrático, ou administrativo.

Essa reflexão fez-me querer recuperar a conversa que o Chef José Avillez me ofereceu.

Tudo sobre acolhimento, excelência e relação. Alta qualidade e com preços a condizer.

Hoje é dia de ficar com a boca cheia de água.

De experimentar a gula a todo o vapor.

De ler nas texturas dos alimentos.

De cheirar. De provar. De depenicar. De petiscar. De empanturrar barriga e olhos das mais belas iguarias.

Com um mestre, um Cheff, José Avillez, português, mas sempre na lista dos 100 melhores cozinheiros do mundo.

Este programa é sobre comida, alimentos, ingredientes, povos e culturas.

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