Luís Campos

Como será o hospital do futuro?

Nesta edição falamos de saúde.
O segundo episódio de uma série de dois em que falámos da maneira com o sistema de saúde responde aos cidadãos.
Como os ouve, como responde às suas necessidades.
Aproveitando o fórum anual dos administradores hospitalares, vamos fazer um retrato do que temos e precisamos para uma saúde mais ajustada às nossas necessidades.

Na primeira edição dessa série ouvimos Alexandre Lourenço.
Hoje ouvimos Luís Campos, médico internista e pensador regular da forma como se deve organizar o SNS para melhor servir os cidadãos.

Os hospitais estão no limiar iniciar uma verdadeira revolução na sua relação com os doentes.
Criados para receber doentes em grandes edifícios, para responder em massa a doenças muito prevalentes e de tratamento agudo, tem agora novas necessidades para responder.

Os doentes têm agora e cada vez mais doenças crónicas. Não uma, mas várias doenças.
As doenças agudas são tratadas rapidamente e o doente volta à sua casa. E pode precisar de apoio.

Muitas das cirurgias, exames e procedimentos já se fazem em ambulatório.

E agora vem aí a revolução digital.
Caminho certo para o desenvolvimento da telemedicina.

Mas por outro lado, e a ciência diz-nos isso, muitas doenças são afinal um sintoma de uma sociedade que se cuida pouco. Se previne pouco. Que se deixa ir.

Num país um índice de pobreza muito alto, num país rico, mas com pobres.
As repostas têm de ser encontradas mais que em hospitais.
É na comunidade, no centro de saúde ou no lar, na farmácia local.
E de preferência em casa, com qualidade e humanidade

Margarida Gaspar de Matos

A comunicação é uma das formas mais eficaz de conseguir que uma comunidade saiba como se deve comportar.
O que cada um de nós deve fazer de forma individual, ou todos, de forma coletiva, para nos podermos proteger uns aos outros.

A questão dos comportamentos é um dos campos do estudo da psicologia.

Quando nos informam que devemos usar máscara, ou manter dois metros de distância, essa informação é entendida por cada pessoa de forma diferente.

Os que acreditam, os que duvidam.
Ou ainda, aqueles que são indiferentes a esta informação.

Mesmo entre aqueles que acreditam no que lhes foi dito, nas provas da bondade, ou na ciência, nem isso garante que se comportem como deveriam.

O comportamento humano depende de muitas variáveis.

A informação, o conhecimento, as emoções.

E hoje em dia, o cansaço.
Estar farto da covid, estar farto da pandemia, estar farto de tudo, faz com que se afrouxe a guarda.

Para tentar medir os modos de estar e fazer dos portugueses face à pandemia a psicóloga, psicoterapeuta e professora Margarida Gaspar de Matos lidera um grupo de sábios do entendimento do comportamento.

Vão procurar chaves. Legendas para o nosso comportamento coletivo. E tem como missão aconselhar o governo.

A fotografia é de Carlos Ferreira

Alexandre Lourenço

Durante 15 meses a Saúde esteve a braços com a mais grave crise dos últimos anos.
A pandemia de COVID-19 testou até ao limite a capacidade, resiliência e agilidade do Serviço Nacional de Saúde.
No centro desta resposta estiveram os hospitais.
Que tiveram de se reinventar em tempo real!
Circuitos de doentes. Urgências, internamentos e cuidados intensivos.
Os limites foram quase elásticos. Mas não infinitos.
E as dores também foram sentidas.

Com a COVID em fase de controlo – com incidência baixa e imunidade crescente – graças principalmente à gigantesca campanha vacina em curso, sobra o futuro.

Com problemas novos e antigos: A saber:
Como recuperar os doentes não COVID?
Fazer mais consultas, tratamentos e cirurgias.

Como melhor organizar e financiar os hospitais?
Como colocar os hospitais adaptados às necessidades dos cidadãos.

Num país a envelhecer, com doenças crónicas a somar, mas com cada vez mais e melhores respostas em tecnologia e na inteligência dos dados.
Isto no contexto de financiamento apertado e de permanente debate sobre a sustentabilidade. Do SNS, dos hospitais e de todos os parceiros da saúde

O convidado é Alexandre Lourenço, Presidente da APAH, Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares.

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